gabriel ramalho
designer, músico, 26 anos.

ouve jazz, samba, bossa, blues, hard rock, experimental, mpb, música regional.
curte cinema, fotografia, artes plásticas e design.

fale comigo.

: deixe algo pra mim.

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Segunda-feira, Novembro 19, 2007

este número mudou para...

Este blog mudou de mala e cuia para o Portal de blogs Blogueisso, do Leonardo Fontes.

O endereço agora é http://www.blogueisso.com/silenzio.

Atualize seus bookmarks e, se quiser, inscreva-se no feed rss que tem por lá.

Este espaço vai ser mantido como memória, afinal foram cinco bons anos.

Obrigado a todos que visitaram esta casinha por tanto tempo. Nos encontramos pra continuar os papos agradáveis.

Até.

Gabs
5:28 PM

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Quarta-feira, Novembro 07, 2007

O show que nós não vimos


Não estive lá, mas a imagem que me vem à mente quando escuto os primeiros acordes é tão viva, colorida e presente que posso alegar ter visto com os próprios olhos quando, a sério mesmo, os olhos são os da imaginação e as lembranças são seqüências inventadas. Mas, espere, quais lembranças não são? A gente dá novo sabor, novas cores e novas imagens a elas sempre que as revisitamos. Por que, então, não dar também aspecto de lembrança a uma cena que jamais presenciei e que só me apresenta, nítida, quando escuto esta música?

Façamos assim. Vou convidar você a visitar esta lembrança junto comigo. Com um pouco de boa vontade, você verá as imagens tão nitidamente quanto eu as vejo.

O ano era 1977 e Astor Piazzolla se apresentava com o Octeto Electrónico no Teatro Olympia, em Paris. O show viraria um disco memorável e o bandeneonista testava ali uma nova formação, criada a partir da união de jovens músicos ligados à cena rock argentina. O tango, já uma vez revolucionado por ele, se aproximava agora de algo extremamente global, trazendo o encontro da tragicidade e dramaticidade do estilo argentino com uma sonoridade jazzística a la Chick Corea.

Libertango é a primeira cançao do show. Olhares atentos na platéia. Um apresentador anuncia Piazzolla e o que se segue é melhor visto se você usar os olhos de sua imaginação neste momento. Agora é a hora em que você aperta Play neste botão de baixo e se deixa guiar pelos próximos parágrafos.


Imagino o palco com os oito músicos sentados enquanto Piazzolla espera na cochia. Imagino a pressão sobre os ombros do octeto quando a cortina se abre e todos se mostram às pessoas como quem entra em arena para enfrentar leões. O primeiro gladiador a enfrentar o crivo do público e responsável por orientar as outras 8 pessoas seria Tomás Gubitsch, um molecote argentino de 19 anos. Ele sabe da responsabilidade confiada a ele, sabe que muita gente queria estar ali no seu lugar e sabe que qualquer erro agora prejudicaria a confiança da banda e arruinaria o show. Prestem atenção nele: mal dá tempo de o locutor anunciar e o rapaz respira fundo e, segurando a respiração, mergulha e inicia uma nervosa sucessão de acordes, mantendo a concentração antes de voltar a superfície. Quando está quase submergindo, uma bóia vem puxá-lo na forma de duas notas no baixo de Adalberto Cevasco. É então que os dois passam a dialogar, com a voz grave do baixo de Adalberto brincando sobre a passarela criada pelos acordes de Gubitsch. O movimento dos dedos de Cevasco, se você prestar atenção, parecem dançar tango sobre o braço do baixo.

Então, logo depois do primeiro minuto, os dedos de Osvaldo Caló passeiam pelas notas do piano, brincando de subir e descer escalas e o que se segue, com o ingresso do órgão, com a visita da bateria e com a chegada do sintetizador capitaneado pelo filho do bandeneonista, Daniel Piazzola, parece uma reunião informal de amigos. Cada um que chega traz um sotaque novo, traz um novo assunto, torna o diálogo cada vez mais algazarrado e, por mais que haja um aparente caos por conta da sucessão de frases diferentes, de timbres diferentes, por algum mistério destes que a gente só encontra no tango e no jazz, há uma ordem ali. O tema principal permanece, não há caos, tudo se complementa. Preste atenção nos olhares compenetrados, nas precisões. Tente identificar cada instrumento, ouvir cada frase como quem lê entrelinhas. Note a bateria que vêm surgindo junto com o piano, o momento em que os dois disputam a atenção até que este segundo some, misteriosamente.

Enrique Roizner sobe dialogando sua bateria com os sons exóticos do sintetizador de Daniel. Se você olhar com atenção, perceberá alguns sorrisos ali. Os outros estão os deixando brincar. Tão misteriosos como surgiram, os dois vão gradativamente sumindo, os sons ficando baixinhos, até que Caló assinala seu retorno com algumas notas soltas e, magistralmente, a flauta de Chachi Ferreyra ocupa todo o teatro. É a senha para o retorno gradativo dos outros. Mais uma vez uma confusão sonora, todos tocando ao mesmo tempo coisas diferentes e, incrivelmente, a mesma coisa. É nesta hora que a platéia entra também na música. São as palmas que assinalam, aos 4 minutos e meio, a entrada de Piazzolla no palco.

Vejo Piazzolla entrar com o bandoneon. Magicamente, há um sentimento enorme de respeito no palco. A massa sonora de poucos segundos atrás some. Apenas o piano de Caló e a percussão de Roizner permanecem na música, enquanto Piazzolla senta no banco, franze o cenho enquanto arruma o instrumento, observa como um comandante os arredores, parabeniza seus colegas em silêncio com um leve meneio e arquear de sobrancelhas, levanta a cabeça altivamente e, com expressão grave, se torna, aos exatos 5 minutos da música, o centro de atenção do palco.

Todos ficam visivelmente menores quando contracenam com o mestre, mesmo que este aparente, ao estar sentado, ser ainda mais baixo do que o que é. Não é a medida milimétrica da estatura, é o tamanho da presença e do carisma que ou se tem ou se nasce sem. Ali, Ástor é Adamastor. Piazzolla, agora, conduz o teatro inteiro, platéia e músicos, por um caminho trágico e, ainda assim, bonito e repleto de surpresas. Aos 7 minutos, o bandoneon que trouxe os outros instrumentos para o alto, traiçoeiramente empurra a todos colina abaixo. O piano, dentre todos, é o que assinala a queda, descendo, rolando pelas escalas, mirando um abismo imaginário, queda inevitável. Quando tudo chega ao chão e, simultanemante, baixo, bandoneon e percussão assinalam o fim, pode-se perceber que, também na platéia, esta era a bóia que faltava para trazer o público de volta à superfície e retomar a respiração. Os aplausos são os mais sinceros que já ouvi em uma gravação ao vivo.

Era em Paris, era em 1977 e eu não estava lá. Nem você, acredito. Mas duvido que, depois de hoje, você consiga ouvir esta música sem se deparar com esta lembrança que nenhum de nós dois viu mas que pode te reencontrar vez em quando.

Gabs
10:22 AM

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Domingo, Novembro 04, 2007

.

Sabe quando você sente que algo muito ruim está prestes a acontecer?

Deus, que seja só impressão. E que passe logo, favor.

Gabs
11:10 PM

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

teto de vidro

Por esta Heráclito Fortes (DEM-PI) não esperava. Quando, motivado por um fato inexistente utilizado como factóide por irresponsabilidade de Carlos Chagas (com retratação logo depois), resolveu sugerir a criação da CPI das ONGs, não esperava que as investigações chegassem rapidamente a um fato inconveniente: a terceira ONG que mais recebeu recursos do governo, entre 1999 e 2006 é a Alfasol, fundada por Dona Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente FHC.

Falando numericamente, a organização fundada durante o governo FHC recebeu 336 milhões de reais nos últimos 7 anos, sendo a terceira ONG que mais obteve recursos federais. A quantia é proporcionalmente pouco menor que a que está prevista este ano para o programa federal que tem o mesmo fim.

Resumindo, a CPI surgiu para averiguar o desprendimento do governo em relação à distribuição de recursos entre as maiores ONGs (vinte delas ficam com 30% do volume de repasses), que chega a ser maior do que o que é gasto com o criticado Bolsa Família e chegou à descoberta de que a terceira maior receptadora destes recursos é uma ONG pertencente à ex-primeira-dama.

Mas isso você não vai ler em nenhuma revista semanal. Alguma dúvida?

O Congresso em Foco fala de reunião secreta com intuito de blindar a ONG de Dona Ruth, evitando incluí-la nas investigações da CPI. Fala-se ainda que houve acórdão, já que outra ONG que pode entrar na investigação, a Rede 13, extinta em 2003, foi presidida por um filho de Lula. Pelo suposto acordo, cuja existência é negada pelo relator Inácio Arruda (PcdoB-CE), se preservariam uma e outra.

Não se comprovou ainda irregularidade, mas se a questão é criticar a distribuição de recursos federais para organizações não-governamentais, entidades e associações filantrópicas, é chocante a revelação de que a terceira destas tenha sido criada no governo de FHC, por sua esposa, e responda por boa parte da receptação.

Chocante demais para que passe em branco, como é o que deve acontecer por estes dias. Afinal, não é Dona Marisa ou Lulinha o beneficiário.

Gabs
9:44 PM

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

genial


Alberto Montt.

Obrigado pela dica, lu.

Gabs
9:42 AM

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Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Com o rábula preso

Nota de hoje do Portal Imprensa informa que Pimenta Neves, influente "cidadão-de-bem" que matou a namorada em 2000, resolveu trocar seu advogado de defesa. A surpresa é o fato de este advogado ser o mesmo que dividiu cela com o jornalista em 2001, apesar deste afirmar que não conheceu Neves na prisão. Bem, leia você mesmo abaixo, em copy-e-paste do Portal Imprensa.

Pimenta Neves contrata advogado com quem esteve preso
Redação Portal IMPRENSA (link)

O ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, condenado a 18 anos de detenção pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide, trocou mais uma vez seu advogado de defesa. No lugar de Ilana Muller e Carlo Frederico, quem assume sua defesa é o advogado José Alves de Brito Filho, que esteve preso com o jornalista há seis anos, no 77º Distrito Policial de São Paulo.

Segundo informa o site Consultor Jurídico, Brito Filho nega ter conhecido Pimenta Neves na prisão, mas não diz como nem quando ocorreu a aproximação. O novo defensor do jornalista esteve preso pela acusação de formação de quadrilha e subtração de processos judiciais. Pelos crimes, o advogado chegou a ser condenado a quatro anos de prisão, mas sua sentença foi anulada pela Justiça tempos depois.

Brito Filho atuará em esfera civil, visto que os pais de Sandra Gomide - morta em 20 de agosto de 2000 - ainda movem ação por danos morais contra Pimenta Neves. Segundo ele informou ao Conjur, o advogado que atuará na esfera criminal ainda será escolhido.

Curiosamente, na mesma cela em que estiveram presos Pimenta Neves e Brito Filho, esteve também o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto.


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A propósito, adorei o trocadilho do título.

Gabs
11:01 AM

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

De antes de a foto virar foto

Devo assumir, sim, uma paixão platônica pela fotografia (gosto de belas imagens mas nem sempre elas gostam de mim) e pela magia que ela tem de nos transportar para instantes congelados, carregados de emoção e significado. Não são nada raros, pelo contrário, os exemplos de imagens que têm o poder imediato de mexer com as sensações do mais frio espectador.

Digo isso como ilustração e até certa defesa de minha inaptidão e anti-fotogenia (sendo no mínimo desalentador que não importa eu estar na frente ou atrás da lente, o resultado nem sempre será satisfatório), mas ainda cabe como preâmbulo de uma descoberta interessante.

O New York Times do dia 15 de outubro deste ano apresenta matéria sobre uma exposição de daguerreótipos ingleses de meados do século XIX. Nestas imagens, a daguerreotipia, mãe da fotografia, transporta para uma ambiência misteriosa, como fosse possível viajar no tempo ao espiar um instante capturado há 150 anos. As próprias imagens registradas por este processo trazem um certo desfoque que contribui para uma atmosfera de sonho, confundindo a noção de realidade.


Naquela época, este era um hobby caro (convenhamos, não mudou muita coisa deste então) e as imagens eram mais registros amadores de ricos empolgados com a "tecnologia" que peças feitas com intenção artística. Mesmo assim, não deixa de encantar a noção de perspectiva e composição, já naquela época, encontradas na foto onde um senhor de cartola observa as ruínas de Pompéia. Vale visitar.

Gabs
4:29 PM

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cegueira

O vício nos últimos dias é acompanhar o diário de produção do longa Blindness, baseado no livro Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago, escrito como blog pelo diretor Fernando Meireles. Ao lado de impressões cinematográficas e de uma visão que é uma verdadeira aula sobre o fazer cinematográfico, as situações enfrentadas pela equipe e o processo de composição dos personagens ganham um fascinante olhar de dentro.

De minha parte, aguardo o lançamento do filme, apesar de concordar com uma amiga que sempre é meio decepcionante encontrar os personagens fisionomicamente diferentes do que se imaginou ao ler um destes livros que se tornam favoritos.

Gabs
4:25 PM

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Quer pagar quanto?

Sei que o assunto já está meio batido, mas não podia deixar de falar sobre.

Digo a todos que em uma lista hipotética de melhores discos de rock dos anos 90, The Bends figuraria fácil fácil entre os 5 primeiros. Obra-prima do rock, foi com este disco que a banda Radiohead carimbou passaporte rumo ao seleto grupo das grandes bandas de rock de todos os tempos.

Doze anos depois (sim, The Bends é quase um adolescente rebelde e espinhento), o grupo que fez relativo sucesso radiofônico no Brasil por conta de Fake Plastic Trees (ou "música da propaganda do Carlinhos") torna a fazer barulho na cena musical por uma atitude inovadora: o novo disco, In Rainbows, não será vendido em lojas. Sua comercialização será apenas através de um site específico da banda e - mais novidade ainda - pelo preço que você quiser pagar.

Isso mesmo. O fã decide quanto quer pagar pelas músicas ou pelo disco, podendo receber em mp3 ou encomendar em formato padrão, com caixinha e encarte (este com preço tabelado).

Se é uma afronta ao padrão de cobrança da indústria atual ou um novo modelo de negócios ou uma arriscada mas bem embasada estratégia de marketing, é o tempo quem dirá. Por enquanto, já se acha atá por aí na Internet sites que disponibilizam o disco de graça, mesmo com a possibilidade de se pagar centavos no site oficial.

Pra ficar no gostinho, vai abaixo uma apresentação ao vivo da banda tocando Weird Fishes / Arpeggi, uma das músicas do álbum.


Gabs
4:17 PM

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

entrando na brincadeira

Dianinha me intimou e lá vamos nós.

Os passos:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs

A minha foi esta, do livro que estava ao lado da caixinha de som:

"Ela me esperou ao pé da escada quando já era quase noite" (Felisberto Hernández - O Cavalo Perdido e outras histórias)

Intimo: Van, Maísa, Thiago, Leonardo e Maurição.

Gabs
7:13 PM

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Terça-feira, Outubro 09, 2007

liniers sabe



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Sempre há motivo pra repostar Liniers.

Gabs
11:03 AM

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Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Che desconstruído

A Veja desta semana dedica matéria de várias páginas para desconstruir o mito Che Guevara no aniversário de 40 anos de sua morte. Guerrilheiro sanguinário, autoritário, sem-coração, defensor do totalitarismo e do cerceamento de liberdades individuais são os termos. No texto, que pode ser lido também no blog do Mário Aragão, não faltam ironias ao ícone revolucionário, responsável junto com Fidel pela Revolução em Cuba, país sempre retratado de forma negativa pela Revista que ataca, principalmente, o regime ditatorial atual e sua supressão dos direitos individuais.

Cabe aqui uma pergunta: Fosse Cuba um país anti-democrático, sem direitos individuais e com histórico de totalitarismo e controle dos cidadãos, MAS com um crescimento econômico invejável mesmo que às custas de condições de trabalho quase escravo, como ocorre na China, a Veja continuaria a crítica ou também faria uma edição especial de dezenas de páginas exaltando este crescimento, a exemplo do que houve ano passado? A questão é a ditadura totalitária ou estar fechado ao capitalismo?

Gabs
11:46 AM

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Plágio de anônimo vale?

Acompanhando a peleja Marconi Leal X Fausto Wolff, eis que hoje leio o artigo do Lobo no JB, defendendo-se da acusação de plágio.

Na defesa, faz um mea culpa de meio século contando sobre o primeiro plágio que fez, ainda jovem e inexperiente, e termina falando sobre o desgaste que sofreu após a descoberta do plágio recente pelos leitores na Internet. A desculpa utilizada é a de que recebeu o texto por e-mail sem autoria, como se também os textos apócrifos não tivessem sofrido um trabalho de criação e brotassem do nada nas caixas de correio. Usar como referência é uma coisa, usar as mesmas frases e pontuações é outra. É crime.

Concordo com o Marconi quando ele fala da diferença de tratamento dada ao caso. Fosse Mainardi ou Rei-na-barriga Azevedo o autor do plágio, não seria tratado o assunto como um "mal-entendido" por quem tem Wolff em boa conta. O Lobo errou feio, não se retratou como deveria e conseguiu manchar uma carreira antiga de escritor e jornalista.

Ao Marconi, que este episódio sirva ao menos para que ele finalmente conquiste o lugar que merece nas letras. As prateleiras agradecem.

Gabs
11:31 AM

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Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Sobre o plágio do lobo

Uma vez descobri em um site no outro lado do país um artigo meu publicado. Era sobre o caso do polêmico episódio dos Simpsons, onde a família visita o Brasil (depois relocalizo os links). A expressão maravilhada inicial ao ver minhas palavras repercutindo em outros cantos deu lugar a um estado de estupefação quando li outro nome no espaço destinado à autoria do texto. Aquele texto, cujo tema escolhi, sobre o qual me debrucei por algumas horas, desenvolvendo frases e relacionando opiniões, inserindo piadinhas e trocadilhos irônicos, estava lá, idêntico mas assinado por outra pessoa, algum ladrão pé-de-chinelo que só teve o trabalho de gastar alguns segundos para inserir seu nome ali.

Se até eu fui vítima desta odiosa prática, fica fácil supor que isto ocorra com uma freqüência absurda a muita gente. A diferença no caso que me impressionou ontem foi que não são só articulistas pé-de-chinelo de sites sem controle editorial que praticam este furto intelectual. Isso pode acontecer inclusive em um dos maiores jornais do Brasil, em texto assinado por um articulista célebre.

Por e-mail, o amigo virtual e blogueiro Marconi Leal avisa que seu cômico texto "Assalto", publicado em seu blog a 16 de abril de 2007, "serviu de referência" a um outro, publicado dia 30 de setembro no caderno de cultura do Jornal do Brasil, assinado por ninguém menos que Fausto Wolff. A prova do crime está aqui, no texto "Papo de velho, ladrão e intermediário". O que impressiona é que alguns trechos estão literalmente idênticos, inclusive nos pontos e vírgulas.

A visão do Marconi sobre o fato está aqui. Já estou divulgando o acontecido a algumas pessoas. Afinal, combater o plágio não deixar de ser nobilíssima tarefa.

Gabs
2:46 PM

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Quinta-feira, Setembro 27, 2007

outubro

Desde muito tempo eu costumo relacionar os meses do ano a algumas sensações. Não sei se generalizadas ou aplicadas apenas a mim. Não importa o ano, não importa onde ou como eu esteja, sempre algum mês se destaca no meu calendário sentimental particular por me trazer alguma sensação que acaba por invadir e ocupar os espaços na cabeça, no peito, no corpo todo. Seja a esperança de janeiro, a melancolia de dezembro ou, caso atual, a nostalgia de outubro.

Sabe-se lá porquê mas todos os anos, nesta época, me invade um sentimento nostálgico. Vejo imagens o tempo todo na minha cabeça como se fossem em cinema super8, cores saturadas, personagens identificáveis mas roteiros sempre imprevisíveis. Porque junto a cada cena, a cada seqüência, só se descortinam os desenrolares das possibilidades. Como se os "se"s, e apenas estes, ditassem a trama e cobrassem de mim o arrependimento póstumo ou a saudade dos dias que já foram.

Uma frase, uma lembrança, uma música ou, caso dos dias em que parece que só os fatos me perseguem (como hoje, aliás), uma foto em um site e, minutos depois, outra foto em uma revista. Personagens diferentes, mas com históricos de momentos em que dependia apenas de mim descortinar um novo fim pras tramas. É que a gente demora demais a se dar conta da importância dos momentos. Saiba: pelo menos uma vez hoje, deve ter acontecido um pequeno fato que mudará tua vida nos teus próximos dias. Mas você não vai se dar conta disso hoje não. Talvez no próximo outubro.

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Volto a postar por estes dias. Obrigado por continuarem aparecendo aqui mesmo com este blog vazio de atualizações.

Gabs
4:11 PM

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Terça-feira, Setembro 04, 2007

Quem detém a verdade?

Após o Congresso do PT realizado anteontem, uma notícia pipocou em vários jornais na segunda-feira. Dizia da dúvida se o partido lançaria candidatura própria ou, como quer Lula, apoiaria um candidato da base aliada. Para quem tem acesso a vários veículos, fica mais fácil duvidar e averiguar, apesar de que no meio de tanta coisa tão dissonante, saber o que pode ser a verdade factual parece ainda muito complicado. Para quem só lê um jornal mesmo e, ainda, com as veemências nos textos das informações noticiadas, fica ainda mais difícil. Pode-se ler e tomar por verdadeiro algo que não o é. Exemplos básicos, vejamos:

Assim dizia o Jornal do Brasil ontem:

Lula vence o Congresso do PT - Partido agora admite abrir mão da candidatura própria em 2010 em favor de ampla aliança, conforme defendeu Lula. O ex-ministro José Dirceu concordou. Mas foi adiada a discussão de outros temas. (pág. 1 e País, A2, A3 e A4)

Assim dizia a Folha de São Paulo:

No encerramento de seu 3º Congresso, o PT aprovou ontem, três anos e um mês antes da próxima eleição presidencial, uma diretriz que diz com todas as letras que o partido terá candidato à Presidência da República em 2010. Foi uma derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo mais afinado com o Planalto, que não querem a antecipação do debate sucessório e temem a repercussão desta resolução nos partidos aliados. (...) (pág. 1)

Assim dizia o Correio Braziliense:
PT quer candidato próprio à sucessão presidencial. (págs. 1 e 4)

E assim dizia a Gazeta Mercantil:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu vitorioso do congresso. O PT amenizou o discurso sobre a política de alianças para a próxima sucessão presidencial, alinhando a proposta da legenda ao pensamento do Palácio do Planalto. "O PT apresentará uma candidatura a presidente a ser construída com outros partidos", diz a resolução aprovada por unanimidade. (págs. 1 e A-7)

E então? Qual dos jornalões estará com a razão?

A partir de um link enviado pelo Pedro (blog citado no post anterior), pude ver a informação direto do Diário do 3º Congresso do PT. Com todas as letras:

A emenda aprovada diz que o partido deve preservar a coalizão governamental, aperfeiçoar a base de sustentação política, porém sem se esquecer de fazer a defesa dos interesses do partido, trabalhadores e movimentos sociais.O texto propõe ao partido a realização de “um amplo processo de debate interno para formular, a partir de nossas experiências no governo federal e dos avanços até lá alcançados, um programa para o mandato 2011-2014”. A partir dele, seria construída "uma candidatura petista capaz de liderar, juntamente com outros partidos, uma ampla aliança partidária e social e vencer as eleições de 2010”.

Há alguma diferença na disparidade das informações dos jornalões entre si e dos blogs entre si?

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Pós-post:

Complemento interessante. Segundo a Folha de São Paulo, os partidos descontentes com a decisão do PT ameaçam se unir pra lançar Ciro Gomes (PSB) como candidato da base aliada. É de se esperar mais desdobramentos.
Sinceramente, não consigo pensar num nome forte dentro dos quadros do PT hoje para suceder o Lula.

Gabs
3:50 PM

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♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣

Mickey Mouse Palestino

A história é mais ou menos esta: na rede de TV Al Aqsa, pertencente ao Hamas, há um programa chamado “Pioneiros do Amanhã”.
No programa, uma apresentadora mirim contracenava com um boneco que lembrava o Mickey Mouse, chamado Farfour. A pauta do programa, no entanto, não era das mais corretas: incitação ao ódio contra o Estado de Israel e doutrinação das crianças para defender a causa palestina.

Após reclamações de grupos israelenses ao governo palestino, o Ministro palestino da Informação, Mustafa Barghouthi, determinou a suspensão do programa até que fosse revisado o seu conteúdo. A emissora, ao se ver na necessidade de retirar o ratinho do ar, optou por uma solução simples e bizarra: fez com que, no último episódio, Farfour fosse assassinado por um soldado israelense. Seu exemplo de martírio pela causa palestina inspirando as futuras gerações.

Meio estranho ainda que uma TV palestina se aproveite de um plágio de um símbolo do Ocidente, dada a tradicional ojeriza a esta metade do mundo, para fazer propaganda ideológica.

Para ver com seus próprios olhos:



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Pedrão me alertou para o fato de não termos como ter certeza realmente de que o que está nas legendas corresponde à real tradução. Tirem suas conclusões.

Gabs
3:36 PM

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♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣

caos e desordem

Vez ou outra, algo na TV chama a atenção dos meus ouvidos e sou meio que impelido a sair de onde estou para ver de perto do que se trata. Pode ser uma fala, uma trilha sonora, uma explosão, mas mais freqüentemente é alguma música que ou me traz algum significado ou lembrança, ou me impressiona pelo simples fato de não imaginá-la tocando em um programa de TV ou comercial.

A última vez que saí correndo da cozinha para ver na TV do que se tratava foi quando ouvi uma música do Charles Mingus numa publicidade da Dolce & Gabbana.

Mingus até hoje é considerado um dos maiores baixistas de jazz de todos os tempos. Aos ouvidos acostumados a melodias fáceis e a um baixo bem marcado de um Jaco Pastorius, por exemplo, a alcunha talvez não caiba. O som de Mingus não foi feito pra agradar os puristas de um som mais limpinho e ordenado. Foi feito pra ser jazz, somente jazz, no entremeio de escalas difíceis e um aparente caos que vai emergindo quando todos os músicos se misturam ao ponto de se indistinguir na confusão das notas.

Um vídeo de um solo de Mingus explica bem melhor do que estas minhas palavras. Ver o urso em ação, gradativamente mergulhando na crescente desordem em que vai se transformando a música, ao mesmo tempo impressiona e hipnotiza. É jazz.


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Encontrei no Submarino um DVD de um show de Charles Mingus em Montreux, 4 anos antes de sua morte. No mesmo site, o disco mais célebre do baixista acaba de chegar em versão importada. O preço tá meio carinho por vir de fora, mas vale quanto pesa.

Gabs
3:18 PM

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Saldão do encontro

Com um pouquinho de atraso, afinal domingo foi dia de curtir uma ressaca desgraçada e segunda foi dia de retomar o pique pra cumprir alguns prazos na goela, só agora posso comentar a respeito do Encontro de Blogueiros de Fortaleza, ocorrido sábado passado no Parque Recreio.

Com um apoio providencial do Visit Fortaleza, patrocinador oficial das cervejas, e com a presença de uma penca de pessoas simpáticas e falantes, o encontro não podia dar em outra coisa: uma animada e divertida reunião, como você pode atestar no álbum que o Leonardo botou no ar.

Cheguei meio receoso, confesso, de que só se falasse nos temas propostos na chamada geral. Até brinquei com Lucy que cairia fora imediatamente caso visse um notebook sequer por lá ou se alguém tocasse em qualquer assunto internético. Mas, que nada! Bêbado não tem promessa, ainda bem. E continua me impressionando como o entrosamento surge fácil a partir da reunião de pessoas com interesses em comum. Não é difícil lembrar, inclusive, que vários amigos muito chegados que tenho até hoje foram feitos por intermédio do primeiro Enbloce, em 2002. Deste, pelo que deu pra notar, já vai dar para acrescentar mais uma pá de pessoas a este rol.

Como uma porção de gente que postou antes de mim (lá no post do Leonardo tem os links para todos os posts) utilizou a foto que mais retrata minha reconhecida antifotogenia, vou postar esta aqui, só porque eu estou melhorzinho e todos estão olhando pro lado errado.



digam xis!


Para ver a lista de presença e, ainda, uma sofisticada legenda com os nomes associados às pessoas da foto, recomendo uma passadinha lá no Eu Podia Tá Matando. Sim, estou com preguiça de passar a lista a limpo.

Que o próximo não demore!

Gabs
1:45 PM

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Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Encontrão

Leonardo Fontes, do Blogueisso, está organizando o chamado I Encontro de Blogueiros de Fortaleza.


Quem é mais da antiga neste lance dos blogs, deve lembrar que um primeiro encontro já houve em maio de 2002. Foi o Enbloce, organizado pela Marina e pela Mônica Lucas. Deu bastante gente, pelo que lembro e propiciou que muitas amizades surgissem daquele evento. Algumas se mantém até hoje. Anos depois, foi a vez da Maísa organizar uma reunião mais informal ali pelo Shopping Aldeota (agora, Jardins). Neste de agora, muita gente confirmou presença e parece que tenta-se encaminhar pra algo mais sério. Bem, sinceramente, espero que impere mais a informalidade e boas risadas acompanhadas de cervejas e petiscos. Sobre Internet, novas mídias e CSS eu já falo diariamente no trabalho normal.

Bem, pra quem interessar, vai estar aberto a quem quiser aparecer lá pelo Parque Recreio, sábado, 1º de setembro, a partir das 20h.
Vai ser muito divertido conhecer as caras por trás das letrinhas, reencontrar amigos e - piada interna - participar do bolão sobre se o Mário vai furar ou não.

Gabs
4:33 PM

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Terça-feira, Agosto 28, 2007

Big Gilson

Chupei do blog do Roberto Maciel.
No vídeo que posto abaixo, o bluesman carioca (reconhecido internacionalmente como um dos melhores do mundo no uso do slide no blues) toca a música Ride the Rocket no programa do Jô Soares.


Para quem gostar: sexta-feira, 31, no dragão do Mar, vamos acompanhar esta fera. Para não estragar a surpresa, digo que esta música do vídeo, inclusive, pode ou não estar no repertório. Só indo pra confirmar.
O ingresso é 12 reais, com meia-entrada a 6 pilas.
Acreditem! A experiência de ver este cara reduzir a guitarra a pó vale cada centavo.

No dia seguinte, primeiro de setembro, o guitarrista vai ministrar um workshop na Escola de Música Viva Música Viva. O ingresso é um livro em bom estado. Melhor, impossível.

Gabs
4:49 PM

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esculturas de papel

O papel A4 é hoje, talvez, a mídia mais consumida do mundo para transportar informações. Sempre impregnado de imagens, textos, conteúdos diversos em numerosas aplicações, estar cara a cara com ele limpo, papel em branco, para muita gente, é um desafio, uma esfinge enigmática.

Peter Callesen é um artista plástico dinamarquês. A materialidade do papel A4 o intrigou e ele aceitou o desafio: transformar o material, bidimensional, em formas que saltassem dali, que o utilizassem como matéria-prima e invadissem, organicamente até, o mundo exterior. Imagens 3D a partir de uma simples folha em branco.

A exposição-virtual A4 Paper Cut brinca com o imaginário mágico e romântico, com as formas da natureza, com as impossibilidades, com os anseios humanos e com a inevitabilidade de desastres anunciados, seja em bolas de neve descendo uma encosta em direção a uma casa que parece ser ainda mais frágil por herdar a carcterística do papel; seja em uma aranha que se dirige a uma borboleta pousada na folha. Em alguns casos, verdadeiras reflexões filosóficas podem emergir, junto com as figuras. É inconteste a forte impressão causada pela escultura onde um esqueleto sentado em uma cadeira observa a silhueta de um corpo deitado, representado como um rasgo, como se olhasse para seu próprio passado, seu universo particular de escolhas. O que o levou até ali.

Looking back, 2006 - Peter Callesen

Ao manter o papel limpo de conteúdo, é fácil preenchê-lo de significados. Impressionante ainda é como esta utilização transforma o material em algo certamente dramático. A efemeridade das esculturas pungentes, minúsculas e frágeis, com detalhes que impressionam e requerem outros olhares. Uma coisa é certa: você nunca mais vai olhar para uma folha em branco da mesma forma.

Gabs
4:44 PM

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Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Apareçam


Sexta agora, dia 31, participarei do show do bluesman Big Gilson, no Anfiteatro do Dragão do Mar. Integrarei a trupe de apoio que contará ainda com os músicos da Dupla K (Klaus Sena e Netto Krápula) e o guitarrista Claudio Mendes. Quem conhece o trabalho dos distintos rapazes, sabe que não estão pra brincadeira. Márcio Resende fará participação especial também.
As informações estão aí no flyer. Apareçam!

Gabs
10:48 AM

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Quinta-feira, Agosto 16, 2007

pelaí

Algumas notinhas fugazes sobre algumas participações extra-silenzio.

  • Um e-mail enviado a minha mãe e copiado pra mais familiares e amigos, em resposta a um enviado sobre o Movimento "Cansei", acabou caindo nas graças do irmão mais velho, articulista de jornal no Maranhão e, após ganhar título e foto, virou artigo publicado em dois sites daquela terra maravilhosa ao Oeste, o Tribuna da Cidadania e o Portal do Jornalista Mhário Lincoln. Ao Charlão, o agradecimento deste irmão que não o vê rotineiramente há vinte anos mas que guarda o respeito e admiração sempre. Ingressei na mídia maranhense com uma excelente recomendação.


  • Uma entrevista minha ao blog Contos Bregas, do jornalista e escritor Thiago de Góes, excelente blogueiro.


  • A coluna na Autêntica Vida agora é composta por mim e pelo cartunista Mino. Os posts que saem por lá não necessariamente saem por aqui. Então, fosse você, iria lá ler e comentar.



  • O golpe na mídia

    Duas coisas chamaram minha atenção nesta semana em relação à mídia em geral. A primeira foi a tal campanha do Estadão contra os blogs, cujo absurdo chegou a encontrar eco na mídia cearense em editorial do DN do último domingo, que chegou a embarcar na onda de tachar os blogs como vilões da informação. O link que postei aqui reúne uma excelente argumentação e, na boa, a campanha do Estadão parece mais celeuma e medo com o aumento da crescente audiência dos blogs e a diminuição das tiragens impressas do que real preocupação com a informação que chega ao leitor. Paciência. Exemplos de jornalistas blogueiros tem aos montes e ninguém é mais ingênuo de acreditar que haja assim tanta diferença entre um editorial de um jornal impresso ligado a interesses políticos ou financeiros e um post opinativo de um blog.

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    Por fim, a segunda: um artigo de Ali Kamel, publicado no O Globo sobre "os ataques" que a Grande Imprensa, coitadinha, vem sofrendo. Melhor parte para mim foi aquela em que ele afirma "Esses setores consideram que só é notícia aquilo que, em nenhuma hipótese, atrapalha os seus planos de poder. Não importa que alguns acontecimentos lhes sejam embaraçosos; importa que ou não sejam noticiados ou sejam levados ao público de tal forma que o efeito, para eles, seja positivo ou neutro." Confesso que fiquei sem saber se ele se referia ao Governo Lula ou a empresa onde trabalha, a Rede Globo.

    Melhor do que minha análise pessoal, claro, são os artigos de resposta, A Notícia Órfã, de Luis Nassif, e Não é Bem Assim, de Renato Rovai. Vale ler.

    Gabs
    3:21 PM

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    Quinta-feira, Agosto 09, 2007

    Por dizer

    Uma semana depois da passagem de dois grandes cineastas no mesmo dia, um vídeo de 2002 com uma entrevista com Ingmar Bergman.
    O diretor sueco, em determinado momento, cita Antonioni, tecendo uma comparação com o cinema atual.
    A principal diferença, no caso, é o ter algo a dizer.


    Gabs
    7:26 AM

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