Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003
Hoje estou besta. (ou narcisismo digital)
Recebemos as credenciais para o Festival de Guaramiranga!
Dá pra notar minha cara de felicidade e empolgação com o Festival? Gabs
5:21 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
Os encontros efusivos de antes, os sorrisos trocados na ausência de palavras, continuam o que viraram depois de tudo - acenos tímidos, distantes e a sensação de que somos invisíveis um ao outro.
O pior é que os espaços dos encontros fortuitos se tornam cada vez menores, mais claros, menos gente presente. Fingir não ver no meio da rua é diferente de fingir não ver em uma sala de poucos metros quadrados e com menos de 20 pessoas. Eu chegando, ela indo embora. O aceno trocado mais uma vez, sem nenhuma efusividade, como se tudo tivesse desmanchado como a fumaça que sai do meu cigarro aceso.
Me parece que não vai ser o tempo o que virá mudar tudo isto. Quanto mais o tempo passa, a distância parece ficar cada vez maior. O abismo não tem pontes, nem projetos de. Os dias passam, os encontros acontecem, as palavras não saem. Somente os acenos como fóssil do que existiu um dia.
Gabs
1:05 PM
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Sábado, Fevereiro 22, 2003
O desconforto que ler Raymond Chandler provoca é o da angústia da perda, da ausência, da solidão.
Não sei o que me atrái tanto nas obras de artistas e escritores angustiados, talvez seja identificação ou talvez saber do fato que alguns carregam mais sofrimento que eu me faça sentir melhor.
A melhor fase de Chandler foi a que sucedeu à morte de sua esposa Cissy, com quem foi casado e por quem foi apaixonado por 30 anos. Quando casaram, em 1924, Cissy tinha 54 anos, ele 36. Quando ela morreu por doenças da velhice, Chandler se afundou no álcool e tentou o suicídio, dois meses depois, em um banheiro de hotel. A bala fez mais estragos à parede do banheiro que ao escritor.
A morte de Cissy fez com que o escritor, que antes era conhecido por seus romances policiais, suspenses, pulp fictions e roteiros para cinema e TV, se dedicasse mais a poesia. Requiem é desta fase, pós-morte de sua esposa, e é um dos mais belos textos sobre a morte.
Chandler morreu aos 70 anos, em 1959, de pneumonia, devido a complicações ocasionadas pelo álcool. Deixou um legado interessante. Gabs
9:11 PM
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NOCTURNE FROM NOWHERE (Raymond Chandler)
There are no countries as beautiful
As the England I picture in the night hours
Of this bright and dismal land
Of my exile and dismay.
There are no women as tender as this woman
Whose cornflower-blue eyes look at me
With the magic of frustration
And the promise of an impossible paradise. Gabs
1:10 PM
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Uma das coisas que eu gostaria de ter escrito:
REQUIEM (Raymond Chandler)
There is a moment after death when the face is beautiful
When the soft tired eyes are closed and the pain is over,
And the long, long innocence of love comes gently in
For a moment more in quiet to hover.
There is a moment after death, yet hardly a moment
When the bright clothes hang in the scented closet
And the lost dream fades and slowly fades,
When the silver bottles and the glass, and the empty mirror,
And the three long hairs in a brush and a folded kerchief,
And the fresh made bed and the fresh, pump pillows
On wich no head will lay
Are all that is left of the long wild dream
But there are always the letters.
I hold them in my hand, tied with green ribbon
Neatly and firmly by the soft, strong fingers of love.
The letters will not die.
They will wait and wait for the stranger to come and read them.
he will come slowly out of the mists of time and change,
he will come slowly, differently, down the years,
he will cut the ribbon and spread the letters apart,
And carefully, carefully read them page by page.
And the long, long innocence of love will come softly in
like a butterfly through an open window in the summer,
For a moment in quiet to hover.
But the stranger will never now - The dream will be over.
The stranger will be I.
Gabs
1:08 PM
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As gotas no vidro da janela ganhavam formas arredondadas, espalhadas displicentemente. Os prédios, ao longe, diáfanos, o barulho da chuva no teto de zinco do colégio no outro quarteirão. Vozes distantes abafadas pelo ruído constante e apaziguador, o sol que tentava atravessar a densa cortina de água e chegar a minha janela, o assovio do vento cortando as gotas. Era quinta feira e o dia estava apenas começando.
Abri a cortina de persianas e encarei o céu cinzento e o córrego que se formava em frente ao prédio. O céu escuro que bradava, novas bolhas surgindo no vidro da janela turvando a visão. Sempre gostei dos dias de chuva talvez por sua raridade e seu caráter ameaçadoramente misterioso. O céu se deixa tomar pela névoa escura e os prédios distantes somem à vista. Em instantes, o sol desaparece, o céu fica escuro, os prédios somem e a paisagem da cidade muda drasticamente. Some a arquitetura e nascem córregos, somem avenidas e nascem lagos, carros ficam pelo caminho, integrando-se temporariamente à paisagem urbana, as bocas-de-lobo sugam vorazes os excessos e eu sorvo um gole do capuccino na xícara, o gosto de canela na boca. O corpo recebe o calor do café e treme com uma lufada de ar frio que entra no quarto inflando as cortinas.
As águas que correm pelo asfalto traçaram um longo caminho, desenham leitos após singrarem os céus. As pedras se lavam, a sujeira é arrastada para as bocas-de-lobo. A água antes limpa vira lama. Há muito o que se lavar e muito a ser levado para o fundo. A tempestade é recomeço, purificação, catarse.
Puxo as persianas e olho mais uma vez para o vidro. Meu reflexo aparece na área embaçada. Minha barba está por fazer, os cabelos desgrenhados e tenho os olhos cansados.
Talvez a tempestade esteja em mim e eu não saiba. Gabs
1:26 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003
Homenagem ao Munch aí do lado.
Temporariamente.
Só o tempo do grito parar de ecoar na minha cabeça.
Gabs
11:10 AM
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Não quero muito o que me devem, apenas o que me tomam.
E é tanta coisa.
Gabs
11:02 AM
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Não teremos destruído nada enquanto não tivermos destruído as ruinas.
(Torquato Neto)
Gabs
11:01 AM
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Terça-feira, Fevereiro 18, 2003
O Jornal O Povo, hoje, publicou três materias sobre o festival de Jazz e Blues. Em uma delas, a programação.
Cacem o nome da Bitten Blues lá.
Gabs
1:24 AM
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Registros daguerreotípicos
 Canja no show do Melquíades (dir.), Bar Caros Amigos.
 Bitten Blues (parte dela), Bar do Hotel Villa Galé.
 Parte da Bitten Blues, Bar do Hotel Villa Galé.
Gabs
1:10 AM
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Domingo, Fevereiro 16, 2003
O sol que arde em fevereiro nas costas aumentava o desconforto naquele momento.
A camisa preta esquentava por dentro como um forno e o suor saía pelos poros, descendo pelas costas, testa, mãos. Enxugava as mãos na calça azul-escuro e, sem ter para onde olhar - justamente pelo motivo de haver muita gente, prendia minha atenção nos tênis vermelhos enquanto ouvia o último sermão do padre, pausado. O silêncio, que entrecortava as frases, chegava a ser mais marcante aos ouvidos que as palavras.
O pai de um amigo falecera. Subitamente, o que faz sempre a gente refletir questões filosóficas sobre nossos objetivos e missão por aqui. MP é daqueles caras que, apesar de não nos falarmos diariamente, sempre fazemos festa ao encontrar por aí. A notícia da morte de seu pai, mesmo sem eu o conhecer, me tomou de assalto. Fui ao cemitério, ontem, 10 horas da manhã. O sol quente, pessoas entristecidas, sermões improvisados por amigos, MP derramando lágrimas próximo a mãe, os funcionários que jogavam as coroas de rosas sobre o caixão.
Apesar do choro da família e da expressão pesarosa em todos, o verdadeiro baque após você enterrar um parente é quando você chega em casa e a sente mais vazia, enxerga os espaços e passa alguns dias esperando encontrar a pessoa nos locais que ela gostava de estar. Na cozinha, na cadeira da varanda. A volta é mais dolorosa que a perda.
Os índios antropófagos pré-colombianos contestavam o costume europeu de enterrar seus mortos sob o chão. Para eles, isso não era sinal de afeição a quem se foi e sim uma forma de enclausurar o espirito em um cubículo fechado, uma forma eternizada de prisão. Para eles, comer a carne dos parentes era uma forma de libertar-lhes a alma e adquirir suas virtudes e conhecimentos. Eu, particularmente, prefiro a lápide.
Após o caixão descer à terra, o sol deu espaço a uma brisa leve que veio tocar meu rosto e amenizar um pouco o calor. As pessoas voltavam aos carros, voltavam às casas, mais vazias. A família ainda teria que encarar reabrir a porta e encontrar os pertences do pai ainda espalhados pela sala.
Talvez o jornal que lera no dia anterior ainda se encontrasse sobre a mesinha de centro com uma mancha de café. Talvez os chinelos que perdia sempre ainda estivessem próximos a rede na varanda.
Tudo que é abrupto assusta. Estamos acostumados demais às permanências. Tudo que nos é tomado inconforma.
Andei ainda pelo cemitério, o sol nas costas, a brisa no rosto, o suor nas mãos e parei diante de uma lápide conhecida. Antes ia todo dia dez. A última vez nem lembro quando foi, quanto tempo. Olhei a vela apagada através do vidro embaçado daquele negócio onde se as põem, a outra vela quase acabando, algumas flores de plástico dos arranjos perderam a cor, outras mais novas devem ter sido deixadas por meus pais no último final de semana. Fui a calçada e comprei novas velas e fósforos. Voltei, sentei no chão, olhei a foto, jovem, que sorria. O mesmo sorriso alegre que eu procurava em casa quando tudo o que mais oprimia eram os espaços vazios, a cadeira vazia na varanda, a ausência da risada na cozinha. Fazia tempo que eu não passava um tempo com meu irmão. Gabs
1:29 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003
Notícia boa para contar:
A minha banda, a Bitten Blues, foi selecionada para tocar todas as quintas-feiras lá no Bar Soul e Blues do Villa Galé, pelos próximos TRÊS meses!!
Começamos hoje, a partir das 22h30min.
Sei que ainda devo os comentários do show da semana passada, mas é que realmente chegar em casa cansado e tarde da noite não contribui para que eu possa publicar mais por aqui.
Gabs
2:19 AM
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Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003
algos rápidos
Amizade é compartilhar segredos. Eu te amo, ô.
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Eu também não cria em numerologias e astrologismos, mas devo dizer que acontecimentos recentes me fazem ficar meio assim de duvidar.
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Coincidências existem de forma engraçada. Quando você se interessa por uma menina ou quando ganha um novo grande amigo, mesmo que você nunca tenha encontrado com a pessoa antes em nenhum lugar, vai passar a encontrá-la com a maior freqüência do mundo. Seja em uma loja de CDs que você (e ela) quase nunca vai, seja no aeroporto as 4 da manhã.
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Uma menina leu minha mão e me fez ficar impressionado. Tanto pelo presente nem tão óbvio e acertado quanto pelo meu futuro indesejado e surpreendente.
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Queria ter amado quem me amou e esquecer quem devo esquecer. Preferiria ter magoado menos e me magoado mais. Mereço.
Gabs
11:33 PM
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Meu problema com este blog é que muita coisa que eu escrevo acabo deletando antes de publicar. Tenho me tornado muito exigente desde que soube que este espaço era um pouquinho mais visitado.
Devo ter dezenas de posts já idos.
Gabs
11:07 PM
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Domingo, Fevereiro 09, 2003
Acabei de chegar da prova do vestibular de Artes Plásticas.
O resultado, parece, sai semana que vem.
Cruzem os dedos.
Gabs
11:03 AM
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CONTO COLABORATIVO
Há anos não se ouvia o ruído de passos naqueles estreitos corredores. A porta, recém aberta, trouxe de fora uma saraivada de folhas amareladas, secas como o chão antes fértil da frente da fazenda, repasto verdejante anos atrás. O ar seco e a poeira que cobria os móveis emprestava ao local uma sensação de redescoberta, como a que os arqueólogos devem sentir ao adentrar em uma câmara milenarmente esquecida. Buscou nos bolsos o fósforo para acender a lamparina.
A tênue luz banhou diafanamente o piso de cimento batido e as paredes pintadas a cal. Iluminou móveis velhos, sofás com estopa a mostra, os objetos sem uso esquecidos sobre a velha mesa de madeira. As sombras projetadas na parede encardida dançavam no ritmo regido pela chama que, lambendo o ar e escurecendo a cúpula de vidro, soprava uma tênue fumaça enegrecida. O cheiro do querosene era agora o mais perceptível naquela atmosfera onde antes não havia cheiro algum além do que o mofo acumulado em anos exalava.
Prendeu a respiração após o primeiro espirro. A poeira adentrava as narinas e incomodava. Tentava ignorá-la enquanto guiava seus passos tateando a penumbra, as formas enegrecidas que iam revelando-se a cada passo. O silêncio pesado era cortado pelo arrastar das solas dos sapatos e o ranger da porta, que agora empurrava.
Entrou no cômodo afastando as teias de aranha, ouviu um leve farfalhar de folhas no chão e sentiu que pisava nas folhas secas que chegaram ali sabe-se lá como. Um novo farfalhar fê-lo ter a convicção de que havia algo mais no quarto. Um rato, talvez - era um ruído baixo. Ignorou e continuou sua busca. Uma réstia de luz que chegava à parede deu-lhe a certeza de estar próximo a janela fechada. Tateou a parede em busca do ferrolho e após um esforço para reabrir as janelas há tanto cerradas deixou-se banhar pela luz que fluia dos lampiões suspensos nos postes e que agora invadia o quarto.
Ouviu um novo farfalhar e virou-se assustado. Até então imaginava ser a única presença no local.
(Continue você nos comments aí embaixo:) Gabs
11:00 AM
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Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003
Bitten Blues
Hoje, quinta-feira.
Hotel Vila Gallé
Praia do Futuro - Fortaleza - CE
A partir das 22h
Entrada: R$ 5,00 + consumação de R$ 5,00
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A verdade agora...
Vai ser o que Deus quiser. Faz mais de mês que a gente não ensaia a banda toda.
E, no ensaio de hoje, os erros foram muitos. Vários.
Não decorei ainda metade das letras das músicas que vamos tocar e estamos todos enferrujados.
Realmente este show vai ser no verdadeiro espírito do blues. Improviso total!
Mas vá, mesmo assim, se puder. Gabs
4:39 AM
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Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003
O barco que esperava levantou as âncoras e partiu.
Não tão longe para que sumisse no horizonte, nem tão perto para ser alcançado a nado.
Apenas abriu caminho no mar e distanciou-se da praia, de onde eu agora contemplava suas velas que inflavam com os bons ventos.
Olhou para a nova ilha, inacessível. O barco se isolava como proteção.
Mesmo que soubesse onde estava, não havia como atracar. Chegar perto. Jogar âncora.
O navio-ilha se distanciava sem um sinal de adeus.
Gabs
12:38 AM
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Domingo, Fevereiro 02, 2003
 Alguma tarde em 2001. Gabs
4:05 PM
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Centro de Fortaleza, Novembro de 2001. (a 200 metros da Praia de Iracema)
detalhe da placa no canto esquerdo.
Faz tempo que fiz esta série no Centro, que rendeu também um vídeo de um minuto que pretendo digitalizar para pôr aqui em breve.
A Praia de Iracema é o coração da noite de Fortaleza. Quem conhece a cidade entenderá esta foto.
Gabs
3:45 PM
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Desculpem a minha ausência deste blog.
Estou aproveitando estes dias de calmaria para voltar a fazer o que gosto.
Tenho lido mais, assistido a mais filmes, dormido até mais tarde, armado a rede na varanda, ouvido meus CDs...
Fazia era tempo que eu não sabia como isso era bom! Gabs
3:38 PM
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