Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Eu queria ser um sonho que durasse o intervalo de uma noite e compreendesse anos na narrativa imaginada. Destes que, quando se acorda, após a morte das imagens, se reconstrói através de pequenas lembranças que vão aos poucos se esvaecendo na passagem das horas ou sendo revividas nos dias posteriores. Disperso como fumaça e vívido como tela. Queria não só eu ser um sonho, mas também ter a certeza de não ser um sonho de outra pessoa, saber não estar vivendo uma vida que não é a minha (e sabendo a minha não ser vivida por alguém), de ser sonho meu e nada mais.
E, no meio da noite, eu me saberia vivo. Teria a certeza de morrer na melhor parte, na hora do presente recebido, do beijo esperado, da visita inesperada ou da clemência concedida, que é onde os sonhos acabam - num momento anterior, só anterior.
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Se nestes anos todos, como li por aí, alguém esteve vivendo minha vida e só agora destroquei, tenho pena de quem ficou com minha vida antiga pra si.
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 Nada não Gabs
10:40 PM
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Sábado, Janeiro 15, 2005
 Ceci n´est pas une Magritte. Gabs
11:21 PM
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