Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006
gafe
Acho que algum estagiário deve estar alimentando a fila do desemprego neste instante.
- por e-mail Gabs
11:18 AM
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Domingo, Fevereiro 19, 2006
Pequenas jóias
O acervo de curtas de animação do Youtube é algo assim fascinante. Chromophobia é da década de 60. Ilustrações fantásticas, clima surrealista, uma delícia. Vale conferir.
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dos pesos e medidas
Gabs
7:15 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
Notas Musicais
Algumas pessoas me perguntavam porque eu não postava mais nada sobre música e me dei conta de que realmente havia meio que abandonado o tema neste espaço. Uma notícia é que o Cd-demo da banda nova está enfim perto de ser finalizado. Só faltam alguns backing vocals e umas gaitas a intercalar algumas estrofes. Acho que finalizamos ainda na próxima semana. O estúdio está em reformas e isso interrompeu um pouco o ritmo das gravações.
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Próprio punho
Resolvi, para registro, disponibilizar então algumas músicas antigas, antes da banda nova. A primeira é uma que fiz em parceria com Apá Silvino, a segunda uma parceria com Carlos Bittencourt ainda no tempo da banda antiga. Não lembro quem toca piano na gravação com Apá, mas assim que lembrar coloco aqui Quem toca piano com Apá, nesta gravação, é o Adelson Viana.
Com a Bitten Blues - Ceará Music - 2003
Resolvi falar das músicas individualmente, como se em explicação informal. As duas, você escuta clicando aqui. As explicações vem abaixo. As letras, logo depois.
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Sem nome (ex - "Premonição")
Inicialmente era para tratar de separação. Alguém que vai embora mas deixa a casa impregnada de signos. É o lembrar de alguém pelos rastros: o cabelo na escova, a fotografia no criado-mudo, o relógio que anunciava antes a proximidade da chegada em vez da distância da partida. Não tinha nenhum nome quando compusemos, eu e Apá Silvino, dona de uma das mais suaves vozes da música cearense.
Alguns dias depois de compormos a música, chego à casa de Apá para outro encontro regado a café, cigarros (eu ainda era fumante), composições e conversas ao piano. Muitos parentes, nervosos. Ela e um olhar triste. Um sobrinho havia falecido num acidente de moto. De repente, a música nossa tinha um outro significado, que ela só percebeu ao cantá-la num show em Brasília, semanas depois. Cada palavra parecia prever o acontecido. Cada frase sobre ausência parecia ser sobre saudade. De separação, a música parecia ser sobre partida, morte. De música sem nome, ela ganhou temporariamente o nome de "Premonição".
Nunca mais Apá cantou a música em seus shows e esta gravação que disponibilizo - e faz parte da pré-produção de seu novo cd - corria o risco de nem sequer entrar no disco final. A solução seria a mudança do título para algo que não remetesse mais ao acontecido, que ganhasse contornos mais universais. Ainda trabalhamos nisso. Por enquanto, este é o único registro que temos atualmente da letra cantada na voz dela.
Sem nome (ex-"Premonição")
(Gabriel Ramalho & Apá Silvino)
Grande parte da noite, procuro
Algo que me lembre um pouco o rosto teu
Cartas, fotos, o cabelo na escova
o meu peito ainda não te esqueceu
Ando tonto procurando, não te encontro
As paredes são a prova do que se perdeu
Bato portas, incomodo meus vizinhos
Não entendo a dor de não te ter aqui
Afasto fantasmas, evito meu rosto no espelho
E ainda há um tanto de você aqui
e só eu vejo
Conto as horas no relógio da parede
O tempo, o mesmo que aperta o peito meu
Da janela, longe perto a luz dos carros
em nenhum posso jogar a minha dor
Afasto fantasmas, evito meu rosto no espelho
E ainda há um tanto de você aqui
e só eu vejo
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Alma Negra
Alma Negra tem outra história. Eu e Carlos Bittencourt, gaitista da Bitten Blues, discorremos sobre descontentamento, vontade de mudanças e de mais ânimo na vida, uma situação bem condizente com a melancolia inerente ao Blues. O caminho escolhido nem sempre é o mais positivo. O protagonista acorda certo dia e se dá conta de que tudo que viveu até aquele momento não fazia mais tanto sentido, que era necessário mudar algo. Ou tudo. Fizemos a letra e, depois, eu e Cláudio Mendes musicamos e arranjamos. Esta versão é interpretada pela Bitten Blues, banda da qual eu era vocalista na época (a voz é minha), e foi gravada para integrar a coletânea de um estúdio de gravação de Fortaleza. Assim sendo, a versão é diferente da versão disponível no CD da Bitten Blues. Os acordes e arranjos são os mesmos, com alguns recursos de segunda voz e solos diferentes da versão original. Vale, para quem tem o CD, ter contato com esta outra versão.
A versão inicial, a do CD, foi motivo de orgulho tendo tocado algumas vezes no rádio em programas de Blues e sendo quase que um cartão-de-visitas meu e da banda.
Alma Negra
(Gabriel Ramalho & Carlos Bittencourt)
Embriagado de cansaço acordo cedo
No espelho, creme dental e muito medo
O coração despedaçado marca o dia inutil
Tudo o que faço é desnecessário, é fútil
O reflexo estampa a minha alma negra
Vestir as roupas e caminhar perdido
Uma conversa sincera com um amigo
Em nenhum lugar encontro um lugar feliz
Sigo o que a tristeza mostra e me diz
Que há dias em que esqueço até de mim
Minha vida agora é uma mentira
Meu coração, um louco que se atira
Vou seguir assim até o fim da estrada
E mostrar que o amor é quase nada
Quero entregar ao mundo minha alma
E escrever palavras com toda calma
Vou contar com versos a dor da solidão
Vou buscar o meu lugar na imensidão
Há dias em que só se quer ser feliz
Minha vida agora é uma mentira
Meu coração, um louco que se atira
Vou seguir assim até o fim da estrada
E mostrar que o amor é quase nada
Quero entregar ao mundo minha alma
E escrever palavras com toda calma
Vou contar com versos a dor da solidão
Vou buscar o meu lugar na imensidão
Há dias em que só se quer ser feliz
Minha vida agora é uma mentira
Meu coração, um louco que se atira
Vou seguir assim até o fim da estrada
Vou seguir assim até o fim da estrada
E mostrar que o amor é quase nada
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outras notas
Alguns outros trabalhos estão sendo feitos noutra seara, fora do blues e jazz, mas isso deixo pra quando estiver mais concreto.
Bem, é isso...
Gabs
5:26 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006
câmera na mão e cliques de mouse
Uma das grandes diferenças entre a TV e a Internet é a interatividade. A web permite escolher o conteúdo que se deseja ver, sem a necessidade de se estar preso a horários escolhidos por emissoras nem ao material que estas escolhem exibir. No lugar da passividade do receptor de conteúdo, há a ação de se procurar o que se deseja. Ação muito mais eficiente e consciente que o apertar de um botão no controle remoto.
Há algum tempo, lançaram o YouTube, um site que permite a usuários cadastrados enviar, categorizar e comentar vídeos publicados por outros. O rol vai desde vídeos pessoais de festas entre amigos a episódios completos de seriados de televisão, passando por comerciais de tevê e trailers de cinema. A censura é feita pelos próprios usuários, que podem denunciar vídeos que infrinjam regras de convívio social ou que sejam prejudiciais a alguns públicos.
Como resultado, milhares de vídeos disponíveis, categorizados e possíveis de localização através de uma ferramenta de busca, com a possibilidade de listar os resultados por relevância, por data ou até mesmo elencar os mais vistos e/ou mais comentados.
Com a facilidade, muitos vídeos feitos por pessoas comuns (e que não seriam vistos de outra forma) chegam ao público em geral em poucos cliques. No meio destes, documentários caseiros, curtas-metragens, desenhos animados, além de vídeos com direitos autorais não respeitados: shows, clipes e etcétaras. Há uma verdadeira democratização na forma de se divulgar conteúdo, já que todo mundo é transmissor, e uma verdadeira liberdade de escolha deste.
Cinegrafista Amador
Um dos acontecimentos mais chocantes na história mundial recente já teve centenas de ângulos e imagens explorados na tevê. Uma rápida busca por "WTC" ou "9/11" traz, entre documentários e reportagens, alguns vídeos que nunca foram divulgados. Imagens de gente que estava no local e registrou em suas câmeras de vídeo. Pontos-de-vista inéditos para uma realidade conhecida até demais.
A queda da primeira torre
O segundo avião
Fox News: A queda da torre Sul, vista do chão
Outro ângulo do segundo avião
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Pais sádicos
Para quem gosta de humor-negro. Você faria isso com seus filhos?
Bad Parents Texas Chainsaw Massacre Os dois irmãos, contrariando os pais, ficaram até tarde da noite assistindo O Massacre da Serra Elétrica. Dormiram na mesma cama e de luzes acesas. De manhã cedo, os pais vão até o quarto...
Jerk pranking his step son Justice with scary maze game Padrasto mostra um jogo de labirinto ao seu enteado.
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para passar o tempo
E, para concluir, o clipe do famoso Funk do jeremias.
Gabs
5:13 PM
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