Domingo, Junho 25, 2006
Quirguistão 2010
Algumas pessoas já sabem que iniciei um movimento a favor da classificação do Quirguistão para a próxima Copa do Mundo. Afinal, um país onde a moeda é Som já ganha minha simpatia de cara. Depois de ver que a bandeira deles tem uma bola de meia no centro, passei a considerar uma injustiça histórica o fato do país nunca ter visto sua seleção num gramado de Copa do Mundo.
Aí hoje descubro que a Fifa tem o Programa Goal, que desenvolve o futebol em alguns países onde o mesmo não é tão profissional. Surpresa boa: o Quirguistão tá no meio!
Não parece mais um sonho distante. E como prova de meu compromisso, me candidato a me naturalizar quirguiz para contribuir com o selecionado rubro-áureo e já adianto minha figurinha.
Avante, Quirguistão! Gabs
2:25 AM
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Terça-feira, Junho 20, 2006
A Copa vista por dentro
Diversão do dia: acompanhar os bastidores da Copa do Mundo no Flickr da Clarinha.
Gabs
11:19 AM
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BR 116, 1 hora antes do Jogo do Brasil
Não há solidão maior que a de asssitir jogo da seleção na Copa do Mundo sozinho. Faltando pouco pro início, a cidade é um deserto nas calçadas e um inferno nas avenidas. Há algo de necessário em simular um esádio virtual, reunir dezenas de torcedores em volta de um telão, torcer ao lado de desconhecidos, gritar ao lado de desconhecidos, abraçar os desconhecidos na hora do gol.
Não há Brasil mais solidário que este que se fantasia de verde-amarelo de quatro em quatro anos.
Gabs
11:09 AM
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Terça-feira, Junho 06, 2006
hóspedes
Não sei de onde surgiram, tampouco mensuro há quanto tempo. O certo é que começaram timidamente e depois foram ocupando os cantos da casa. No início, na época de chuvas, ainda havia aquelas com asas, mas estas deram lugar às outras que repentinamente apareceram multiplicadas em milhares e esperam agora qualquer isca para invadir os espaços, avançar sobre as sobras e cobrir o doce nas gotas de leite na mesa como um tapete escuro que pulsa arritmicamente e avança voraz tentando romper sacos e frascos.
Na literatura, são tão vorazes, irrequietas e incontíveis que a insignificância de seus tamanhos frente a seu poder de destruição chega a ser assustadoramente desproporcional: arrasam cidades como Macondo, carregam ossos em outro conto, aqui na minha casa buscam apropriar-se do que deixo. Busco o copo usado para o guaraná na pia e a imagem delas no fundo, mudando posições e debatendo-se, me traz a lembrança de um caleidoscópio. A caixa de leite vazia é como fosse um formigueiro de papel, um entra-e-sai incessante, as formigas que correm para fora na hora que aperto a caixa para fechar o lixo.
Não sei de onde surgiram, mas passa a me incomodar a presença.
Gabs
6:48 PM
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Quinta-feira, Junho 01, 2006
cinza é uma cor simpática
São Paulo é uma cidade de uma boniteza cinzenta. O tempo frio, o céu cinza o tempo todo no final-de-semana passado, os prédios alternando cores pastéis e argênteas. Eu, como admirador que sou disso tudo, me sentia bem naquela atmosfera sem Sol. A efervecência da cidade pulsando cultura (era o final-de-semana da Virada Cultural) me fazia sentir um leve constrangimento pelo Dragão do Mar, tão só aqui em Fortaleza e isolado na própria cidade. Os sorrisos e as recepções foram as melhores. Maroca, Misson, Fê e Veri. Foi um final de semana tão rápido e com um leve contratempo que não permitiu encontrar mais gente que eu queria ter visto. Da próxima vez, Nath e Dany, levo o recarregador de celular.
Um beijo especial pra Clarinha, minha amiga correspondente da Copa e anfitriã por uma noite e um abraço ao MP.
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Das coincidências
Na sexta, saímos pra beber e, de mil bares na cidade, acontece de justo no escolhido encontrar por acaso uma amiga que não via há tempos.
No sábado, coincide de na Avenida Paulista eu ouvir um "Gaaabs" gritado na rua e encontrar um outro amigo daqui de Fortaleza passeando por lá. De milhões de logradouros, descobrimos estar hospedados na mesma rua, separados por 5 quarteirões.
Fê me diz que se impressiona como pode ela nunca encontrar gente conhecida quando sai e a gente ter esta facilidade toda. Não sei se as coincidências me perseguem ou se tem alguém mexendo os peões lá de cima. Mas isso é tão comum que, se não assusta, me faz sorrir com esta sorte. Gabs
11:27 PM
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Rememória
De uma hora para outra, todos os meus comentários voltaram. Inclusive os dos posts antigos, que estavam arquivados.
Vem sendo divertido reler depois de tanto tempo.
Só não é tão divertido constatar que este blog já foi bem mais interessante.
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Não fui à Festa do Copo Vermelho. Na última hora, entre decidir ir de taxi sem companhia a uma festa em outro bairro e ir para um show de graça do Trio Mocotó no Largo São João, optei pela segunda. Feliz constatação do talento de Nereu. Já no show de Bid, quem roubou a cena foi o tecladista Carlos da Fé. Anotem este nome: o cabra tem passado. Gabs
11:26 PM
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