Adorei uma definição vista hoje no Houaiss. Procurava uma palavra que começava com a letra "C", mas ao correr os olhos por "camembert", ri de imediato.
A primeira definição é uma aula de descrição gastronômica - quase se sente o cheiro; a segunda... bem, vejam por si.
camembertDatação: d1866 Língua: Francês
n substantivo masculino
1 - Queijo de pasta macia de leite de vaca e formato redondo, com a superfície maturada, constituída de fina crosta branca acinzentada, e interior amarelado, originalmente produzido na Normandia, França;
2 - Qualquer queijo de qualquer outra procedência com características semelhantes
Gabs 2:17 PM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
stalking signals
Nota mental: enumerando alguns motivos pra não deixar de acreditar na perseguição dos signos. Quem conhece a fundo a história toda, identifica com facilidade.
Ato1: Alguém cai no meu blog procurando por "Primavera, verão, Outono, Inverno, Primavera". Não dou muita bola na hora.
Vou buscar um café e vejo sobre a mesa do chefe uma revista em caracteres estranhíssimos. Dou uma folheada e não identifico.
Numa das páginas, por fim, um nome familiar e em inglês: "Israel". A revista era israelense.
Corro os olhos pela página e percebo tratar-se de uma programação de cinema. Entre os títulos em inglês, um chamou-me a atenção: "Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring".
Qual a probabilidade de acontecer algo assim sem ser em sonho? Qual a probabilidade de haver uma revista israelense sobre a mesa do chefe? (juro que já já tiro a foto da revista pra comprovar. A revista sumiu, mas o fato de eu ter mostrado pra algumas pessoas na hora me dá a certeza de que eu não imaginei tudo.)
ato 2: Volto pro computador, impressionado. Na página de resultados de busca do Wikipedia, um aviso dando dicas sobre como procurar títulos com facilidade. Aí a dica traz um filme como exemplo e este é justo um que carrega outra carga grande de significado: "Antes do Pôr-do-Sol".
Já estava pronto para entregar os pontos para os signos. Tanta coincidência era muito improvável num dia só. Aí, nesta hora, passa o senhor que vende cartelas do Totolec (nosso genérico cearense do Papatudo). Folheei e achei uma com alguns números que também tinham alguma carga simbólica pra mim nos últimos dias. Espero que as coincidências ao menos me ajudem a ficar 100 mil reais mais rico no domingo. Porque se serviram só pra deixar mal, dispenso.
PÓS-POST: as imagens da revista.
Gabs 1:51 PM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Crônica de solteiro
Excelente crônica do Xico Sá. Me identifiquei demais.
Casa de homem [mais uma crônica, a pedidos]
Noves fora o "homem de predinho antigo", aquela criatura que adora um pé-direito alto, um sofá de época e uma luz indireta, o macho solteiro é um desastre no capítulo decoração, principalmente aqui em SP, como este que vos bafeja a nuca. Tem lá o seu sofá velho, a sua tv, uma cama barulhenta, três ou quatro panelas _sem cabo_ encarvoadas pelo tempo, e copos de requeijão, muitos copos de requeijão, alguns deles ainda com um pedaço do papel do rótulo. Se brincar, o cara coleciona também os velhos copos de geléia de mocotó, um primor de utensílio "vintage", vixe! (...)
Engraçado como uma coisa desencadeia outra e outra e outra e outra.
A gente aprende a não esperar muito das pessoas, a não ser tão bom com todo mundo.
Acontece que é difícil saber quem é merecedor ou não até a primeira decepção. E esta é inesperada e terrível.
Poucos amigos, mas amigos fiéis, são melhores que gente julgadora e falsa. Tenho balançado a tal árvore das amizades e tem ficado muita coisa pelo chão.
Que dêem frutos em outro canto, não aqui. Estou cansado.
Engraçado haver gente que tem opinião tão formada e tão cega e que, por teimosia, sequer tenta ver além.
E sempre os mais teimosos são os que se julgam mais coerentes.
Rapaz, que este 2007 traga alívio.
Gabs 11:47 AM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
há beleza
E pra fazer reacreditar no mundo e ver que existe beleza, afinal. Ceumar, o nome da moça. Cantora mineira. Voz linda que dói.
A música é do Arnaldo Antunes. De fato, ela se apropriou de tal maneira que fica difícil lembrar como era a original antes de passar por ela. Meio furacão, meio brisa. Mas, no mínimo, chuva nos olhos dos mais sensíveis.
Na percussão, Gigante Brasil.
Gabs 7:27 PM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
juízo
Acho engraçada a capacidade de pessoas se acreditarem donas da opinião e julgarem as outras e estabelecerem penas sem conhecer a fundo os réus. A metáfora explico: gente que existe aos montes e que sempre vai te julgar hoje pelos teus erros do passado, mesmo que no passado tu tenhas sido alguém completamente diferente, tenhas evoluído e trabalhado suas falhas. Uma colega certa vez postou em seu blog um diálogo em que alguém a interpelava, eu-lírico feminino: "te conheci diferente", ao que ela respondia "eu me conheci várias". A gente é ser em mutação, a gente aprende, a gente abre os olhos, a gente quer correr atrás do tempo perdido e viver a vida de forma leve. Mas sempre vai haver quem te conheceu outro e que vai chegar e te julgar hoje e deleitar-se com teu sofrimento como se tal fosse um castigo justo e digno ao que quer que porventura você tenha causado no passado. Neste ponto já cabe um mea-culpa. Reconheço que era egoísta anos atrás e que meu egoísmo e minha vontade de viver tudo ao mesmo tempo machucaram algumas pessoas de quem eu gostava. Na época, eu encarava tudo como um traço de personalidade meu e não como algo que devia ser trabalhado. Faltava-me senso, faltava-me tato. Aliás, nem sei porque falo isso neste espaço tão aberto. Encaro como um momento de catarse e pode até ser que me arrependa profundamente de estar escrevendo isso. Mas, por ora, vai já que está fluindo.
Dois anos atrás, conheci uma pessoa que desencadeou em mim um processo de transformação. Não estamos mais juntos hoje, mas o que vivi com ela me ensinou demais, me transformou em alguém totalmente diferente e fico satisfeito em ver isso. Acho que por ter, enfim, me dado conta do comportamento de antes que tanto mal causou a mim e a outras pessoas. Nunca entendi, no entanto, a necessidade alheia de apontar o dedo. Descobrir que gente falava mal de você naquela época e que hoje, mesmo sem ter contato, fala de suas falhas como se ainda fossem parte inerente de você é algo que machuca, claro. Mas é algo que deve ser entendido por mim como conseqüência de coisas que já foram, apesar da mágoa que causa. A gente não passa incólume a vida inteira. Engraçado que eu sempre evitei falar de alguém que não tivesse me feito mal diretamente. Devo aprender também a ser menos diplomático, que é pra não me decepcionar tanto com os outros.
Um amigo me contou que, quando criança, mentia descaradamente para os pais e que até hoje sua mãe não acredita nele, apesar de ter mudado nos últimos 20 anos. Eu não sei se as pessoas que têm uma imagem minha de acordo com o que eu era 3, 4 anos atrás estão dispostas a enxergar em mim um outro Gabs. Mas resta-me o consolo das pessoas que se reaproximaram recentemente e que um dia foram vítimas da minha vida desenfreada e que atestam em mim que eu me renovei, me transformei. E isto é um excelente termômetro para mim.
Há gente aqui no blog, a grande maioria, aliás, que só me conhece pelo personagem, pelo blogueiro. Só me conhece virtualmente. Estes amigos já me conheceram em processo e devem até se impressionar com esta verborragia. Cês me desculpem. Mas aos que me conheciam de antes e que ainda passam por aqui, guardem seus julgamentos pra vocês mesmos. Não tenho intenção de buscar aceitação de ninguém. Para mim, basta a felicidade de saber que hoje sou uma pessoa bem melhor do que já fui. Ah, se sou.
E moça dos cabelos curtos e nome-sobrenome quase palíndromo, devo isto a ti. Tudo mesmo.
Gabs 6:57 PM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
Sábado, Dezembro 16, 2006
rádio cabeça
Gabs 6:21 PM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
Chico Buarque - Anos Dourados
hoje, exclusivamente, identidade imediata com todos os versos.
Gabs 10:17 AM |
♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣ ♣
Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
Escola Base não ensina
Coisas assim causam um profundo mal-estar, um nó na garganta e uma sensação de impotência.
Ver até onde vai a irresponsabilidade da mídia em apontar culpados sem laudos, em condenar pessoas sumariamente, em destruir vidas em nome da tal liberdade de imprensa, em se achar infalível e justa.
Quem vai devolvê-la a dor da perda da filha? Quem vai devolvê-la a audição perdida? Quem vai devolvê-la a reputação e o nome limpo? Por que nenhum jornal deu igual atenção ao crime do quintanista no hospital?
É sonho meu esperar que os jornalistas respondam criminalmente por mais uma vida destruída?