Sábado, Março 24, 2007
Whoa!
Certas coisas a gente só acha quando não está mais procurando. Este vídeo foi a primeira busca que fiz no Youtube, sem sucesso, assim que soube que dava para encontrar por lá trechos de shows, bem mais de um ano atrás. É uma memória afetiva: este trecho, quando vi a primeira vez, quase 10 anos atrás, foi o que me empurrou para o Blues. Agradeço ou lamento?
Fui achar hoje no Daily Motion, por acaso. Mantenho os créditos de quem postou lá, sendo o mínimo que posso fazer em retribuição.
Assistam. Afinal, tem mais de ano que eu esperava encontrar isso para postar aqui.
Gabs
7:44 PM
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Terça-feira, Março 13, 2007
justifico I
Acontece que eu penso nos posts e vou adiando, sei lá porquê, até que o post se torna tão antigo que não vale mais a pena postar.
Tenho feito mais considerações políticas em mesas de bar mesmo e até topo uma cervejinha se alguém quiser escutar minhas opiniões sobre o aumento dos salários dos parlamentares, a maquiagem que é a proposta de redução da maioridade penal, a parcialidade das revistas semanais, minha decepção com certa figura do PC do B e temas relacionados. Cê pagando, é na hora.
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justifico II
Ainda tenho tido pouco tempo pra atualizar este espaço. As aulas recomeçaram e criei vergonha na cara para acabar com isso este ano. Depois de abandonar o curso por quase 3 anos, passar por três faculdades no retorno e descobrir que alguns colegas de curso na primeira instituição são hoje professores na faculdade atual, percebi que perdi tempo demais adiando a formatura e, enfim, me joguei num Projeto de Conclusão a ser apresentado no final do ano. Tenho feito mais amizades e encontrado, sim, gente criativa e especial na faculdade onde, até uns meses atrás, não me sentia de forma alguma parte. É algo sintomático quando se percebe que sua turma original se formou em 2002.2 e a turma com quem se vai formar na nova faculdade ENTROU no curso em 2004. É hora de correr, neguinho.
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mi casa es su casa
O apê novo é o xodó da vez. Há agora uma parede pintada de vermelho, os móveis estão bem dispostos, a bagunça das caixas da mudança diminui cada vez mais e, ainda hoje, os livros acharão um lugar pra repousar, fora do depósito onde foram solitariamente enclausurados em prisões de papelão. A caixa dos CDs já está ao lado do móvel que os guardava antes. Devo organizá-los hoje. Só não sei se adoto a mesma categorização que usava antes ou vario de alguma forma. Talvez selecione por preferência ou por cor, que o móvel branco precisa, e guarde os restantes em outro canto. Preciso de beleza e ando procurando suprir a necessidade.
Van me cobra uma festinha. Preciso aprontar a casa o quanto antes. Deixar bonita e fotogênica e ainda mais leve e acolhedora pros amigos. Motivação não falta.
Gabs
4:02 PM
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Terça-feira, Março 06, 2007
Easy guys, I put my panties on just like the rest of you, one leg at a time
Como a definição de um amigo: "O SNL é um Zorra Total que deu certo". Genial!
Gabs
11:11 PM
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Sexta-feira, Março 02, 2007
miendras mudas
As mudanças de endereço se deveram mais a recordações, lembranças incômodas e significados idem que à real necessidade. Na primeira vez, quando deixamos a casa onde nasci, era a morte e a sensação forte de perda que a acompanha que nos fez encaixotar tudo e encarar uma mudança de rotinas, trajetos e ambientes, não com o objetivo de deletar as lembranças do ente querido mas, sim, o signo forte que era a perda em si e a ausência da pessoa em todos os compartimentos e cantos.
Anos depois, foi minha vez de abandonar um local onde nunca cheguei a ser de fato feliz, com paredes cinzas que faziam com que eu me sentisse oprimido e um ambiente onde eu sempre só consegui me sentir como hóspede e não como morador. Era hora de buscar um local novo, limpo, onde eu pudesse preencher os vãos com as lembranças que eu escolhesse, onde eu pudesse criar os fatos que virariam memórias agradáveis depois. Aconteceu assim por mais de meio ano e foi ótimo. Até as lembranças criadas naquele local se tornarem pesadas demais para que eu conseguisse evitar sua recorrência. Cada porta, cada canto, cada sala, cada móvel me trazia uma lembrança que se assemelhava ao sentimento da perda que toda morte traz. A sensação de que a pessoa vai entrar por ali a qualquer momento e fazer o que costumava fazer, rir como costumava rir, soltar alguma piadinha ou empestar a casa com seu cheiro. Sensação que se desfaz quando se dá conta da impossibilidade do acontecimento.
Mas a gente muda por buscar novos ares e para criar novas lembranças. A gente muda pra esquecer o lugar antigo e o que o lugar antigo representava. A gente muda não só de endereço, mas para mudar a gente também.
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Desde o carnaval, estou em novo endereço. A primeira diferença perceptível se deu na constatação da antipatia das atendentes da padaria. A segunda, mais agradável, ao constatar que estou mais perto dos amigos e dos pais e mais bem servido de ônibus e serviços. A terceira foi a de que, aparentemente, a nova rua é bem mais silenciosa e segura. E, embora ainda não tenha terminado de desencaixotar as coisas todas, já consigo visualizar os espaços preenchidos e isso me dá uma certa satisfação. O único signo antigo que ainda teima em se apresentar - apesar do esforço em evitá-los - é justamente o da época escolhida. Porque foi numa véspera de carnaval que foi o início do fim.
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Quanto aos lamentos e mágoas e rancores, fiquem tranqüilos. Estou praticamente curado. Eu diria, assim, uns 80%. Já não é mais tão recorrente nem motivo pra me tirar o sono.
E, sim, tenho encontrado felicidade em outras coisas.
Gabs
11:53 AM
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para as ruivas
Ok, cê sabe que tá na hora de voltar a postar algo interessante no blog quando seu gráfico de comentários nos últimos meses se parece ligeiramente com isso:
Atendendo aos dois apelos recebidos, vou tentar ser um pouco mais freqüente. Depois, não reclamem!
Ah, e podem ir comentando pra reverter o gráfico, ora mais!
Gabs
11:14 AM
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