gabriel ramalho
designer, músico, 26 anos.

ouve jazz, samba, bossa, blues, hard rock, experimental, mpb, música regional.
curte cinema, fotografia, artes plásticas e design.

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Quarta-feira, Outubro 31, 2007

genial


Alberto Montt.

Obrigado pela dica, lu.

Gabs
9:42 AM

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Sexta-feira, Outubro 26, 2007

Com o rábula preso

Nota de hoje do Portal Imprensa informa que Pimenta Neves, influente "cidadão-de-bem" que matou a namorada em 2000, resolveu trocar seu advogado de defesa. A surpresa é o fato de este advogado ser o mesmo que dividiu cela com o jornalista em 2001, apesar deste afirmar que não conheceu Neves na prisão. Bem, leia você mesmo abaixo, em copy-e-paste do Portal Imprensa.

Pimenta Neves contrata advogado com quem esteve preso
Redação Portal IMPRENSA (link)

O ex-diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, condenado a 18 anos de detenção pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide, trocou mais uma vez seu advogado de defesa. No lugar de Ilana Muller e Carlo Frederico, quem assume sua defesa é o advogado José Alves de Brito Filho, que esteve preso com o jornalista há seis anos, no 77º Distrito Policial de São Paulo.

Segundo informa o site Consultor Jurídico, Brito Filho nega ter conhecido Pimenta Neves na prisão, mas não diz como nem quando ocorreu a aproximação. O novo defensor do jornalista esteve preso pela acusação de formação de quadrilha e subtração de processos judiciais. Pelos crimes, o advogado chegou a ser condenado a quatro anos de prisão, mas sua sentença foi anulada pela Justiça tempos depois.

Brito Filho atuará em esfera civil, visto que os pais de Sandra Gomide - morta em 20 de agosto de 2000 - ainda movem ação por danos morais contra Pimenta Neves. Segundo ele informou ao Conjur, o advogado que atuará na esfera criminal ainda será escolhido.

Curiosamente, na mesma cela em que estiveram presos Pimenta Neves e Brito Filho, esteve também o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto.


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A propósito, adorei o trocadilho do título.

Gabs
11:01 AM

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

De antes de a foto virar foto

Devo assumir, sim, uma paixão platônica pela fotografia (gosto de belas imagens mas nem sempre elas gostam de mim) e pela magia que ela tem de nos transportar para instantes congelados, carregados de emoção e significado. Não são nada raros, pelo contrário, os exemplos de imagens que têm o poder imediato de mexer com as sensações do mais frio espectador.

Digo isso como ilustração e até certa defesa de minha inaptidão e anti-fotogenia (sendo no mínimo desalentador que não importa eu estar na frente ou atrás da lente, o resultado nem sempre será satisfatório), mas ainda cabe como preâmbulo de uma descoberta interessante.

O New York Times do dia 15 de outubro deste ano apresenta matéria sobre uma exposição de daguerreótipos ingleses de meados do século XIX. Nestas imagens, a daguerreotipia, mãe da fotografia, transporta para uma ambiência misteriosa, como fosse possível viajar no tempo ao espiar um instante capturado há 150 anos. As próprias imagens registradas por este processo trazem um certo desfoque que contribui para uma atmosfera de sonho, confundindo a noção de realidade.


Naquela época, este era um hobby caro (convenhamos, não mudou muita coisa deste então) e as imagens eram mais registros amadores de ricos empolgados com a "tecnologia" que peças feitas com intenção artística. Mesmo assim, não deixa de encantar a noção de perspectiva e composição, já naquela época, encontradas na foto onde um senhor de cartola observa as ruínas de Pompéia. Vale visitar.

Gabs
4:29 PM

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cegueira

O vício nos últimos dias é acompanhar o diário de produção do longa Blindness, baseado no livro Ensaio sobre a Cegueira, de Saramago, escrito como blog pelo diretor Fernando Meireles. Ao lado de impressões cinematográficas e de uma visão que é uma verdadeira aula sobre o fazer cinematográfico, as situações enfrentadas pela equipe e o processo de composição dos personagens ganham um fascinante olhar de dentro.

De minha parte, aguardo o lançamento do filme, apesar de concordar com uma amiga que sempre é meio decepcionante encontrar os personagens fisionomicamente diferentes do que se imaginou ao ler um destes livros que se tornam favoritos.

Gabs
4:25 PM

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Quer pagar quanto?

Sei que o assunto já está meio batido, mas não podia deixar de falar sobre.

Digo a todos que em uma lista hipotética de melhores discos de rock dos anos 90, The Bends figuraria fácil fácil entre os 5 primeiros. Obra-prima do rock, foi com este disco que a banda Radiohead carimbou passaporte rumo ao seleto grupo das grandes bandas de rock de todos os tempos.

Doze anos depois (sim, The Bends é quase um adolescente rebelde e espinhento), o grupo que fez relativo sucesso radiofônico no Brasil por conta de Fake Plastic Trees (ou "música da propaganda do Carlinhos") torna a fazer barulho na cena musical por uma atitude inovadora: o novo disco, In Rainbows, não será vendido em lojas. Sua comercialização será apenas através de um site específico da banda e - mais novidade ainda - pelo preço que você quiser pagar.

Isso mesmo. O fã decide quanto quer pagar pelas músicas ou pelo disco, podendo receber em mp3 ou encomendar em formato padrão, com caixinha e encarte (este com preço tabelado).

Se é uma afronta ao padrão de cobrança da indústria atual ou um novo modelo de negócios ou uma arriscada mas bem embasada estratégia de marketing, é o tempo quem dirá. Por enquanto, já se acha atá por aí na Internet sites que disponibilizam o disco de graça, mesmo com a possibilidade de se pagar centavos no site oficial.

Pra ficar no gostinho, vai abaixo uma apresentação ao vivo da banda tocando Weird Fishes / Arpeggi, uma das músicas do álbum.


Gabs
4:17 PM

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

entrando na brincadeira

Dianinha me intimou e lá vamos nós.

Os passos:

1. Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2. Abrir na página 161;
3. Procurar a 5ª frase completa;
4. Postar essa frase em seu blog;
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6. Repassar para outros 5 blogs

A minha foi esta, do livro que estava ao lado da caixinha de som:

"Ela me esperou ao pé da escada quando já era quase noite" (Felisberto Hernández - O Cavalo Perdido e outras histórias)

Intimo: Van, Maísa, Thiago, Leonardo e Maurição.

Gabs
7:13 PM

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Terça-feira, Outubro 09, 2007

liniers sabe



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Sempre há motivo pra repostar Liniers.

Gabs
11:03 AM

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Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Che desconstruído

A Veja desta semana dedica matéria de várias páginas para desconstruir o mito Che Guevara no aniversário de 40 anos de sua morte. Guerrilheiro sanguinário, autoritário, sem-coração, defensor do totalitarismo e do cerceamento de liberdades individuais são os termos. No texto, que pode ser lido também no blog do Mário Aragão, não faltam ironias ao ícone revolucionário, responsável junto com Fidel pela Revolução em Cuba, país sempre retratado de forma negativa pela Revista que ataca, principalmente, o regime ditatorial atual e sua supressão dos direitos individuais.

Cabe aqui uma pergunta: Fosse Cuba um país anti-democrático, sem direitos individuais e com histórico de totalitarismo e controle dos cidadãos, MAS com um crescimento econômico invejável mesmo que às custas de condições de trabalho quase escravo, como ocorre na China, a Veja continuaria a crítica ou também faria uma edição especial de dezenas de páginas exaltando este crescimento, a exemplo do que houve ano passado? A questão é a ditadura totalitária ou estar fechado ao capitalismo?

Gabs
11:46 AM

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Plágio de anônimo vale?

Acompanhando a peleja Marconi Leal X Fausto Wolff, eis que hoje leio o artigo do Lobo no JB, defendendo-se da acusação de plágio.

Na defesa, faz um mea culpa de meio século contando sobre o primeiro plágio que fez, ainda jovem e inexperiente, e termina falando sobre o desgaste que sofreu após a descoberta do plágio recente pelos leitores na Internet. A desculpa utilizada é a de que recebeu o texto por e-mail sem autoria, como se também os textos apócrifos não tivessem sofrido um trabalho de criação e brotassem do nada nas caixas de correio. Usar como referência é uma coisa, usar as mesmas frases e pontuações é outra. É crime.

Concordo com o Marconi quando ele fala da diferença de tratamento dada ao caso. Fosse Mainardi ou Rei-na-barriga Azevedo o autor do plágio, não seria tratado o assunto como um "mal-entendido" por quem tem Wolff em boa conta. O Lobo errou feio, não se retratou como deveria e conseguiu manchar uma carreira antiga de escritor e jornalista.

Ao Marconi, que este episódio sirva ao menos para que ele finalmente conquiste o lugar que merece nas letras. As prateleiras agradecem.

Gabs
11:31 AM

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Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Sobre o plágio do lobo

Uma vez descobri em um site no outro lado do país um artigo meu publicado. Era sobre o caso do polêmico episódio dos Simpsons, onde a família visita o Brasil (depois relocalizo os links). A expressão maravilhada inicial ao ver minhas palavras repercutindo em outros cantos deu lugar a um estado de estupefação quando li outro nome no espaço destinado à autoria do texto. Aquele texto, cujo tema escolhi, sobre o qual me debrucei por algumas horas, desenvolvendo frases e relacionando opiniões, inserindo piadinhas e trocadilhos irônicos, estava lá, idêntico mas assinado por outra pessoa, algum ladrão pé-de-chinelo que só teve o trabalho de gastar alguns segundos para inserir seu nome ali.

Se até eu fui vítima desta odiosa prática, fica fácil supor que isto ocorra com uma freqüência absurda a muita gente. A diferença no caso que me impressionou ontem foi que não são só articulistas pé-de-chinelo de sites sem controle editorial que praticam este furto intelectual. Isso pode acontecer inclusive em um dos maiores jornais do Brasil, em texto assinado por um articulista célebre.

Por e-mail, o amigo virtual e blogueiro Marconi Leal avisa que seu cômico texto "Assalto", publicado em seu blog a 16 de abril de 2007, "serviu de referência" a um outro, publicado dia 30 de setembro no caderno de cultura do Jornal do Brasil, assinado por ninguém menos que Fausto Wolff. A prova do crime está aqui, no texto "Papo de velho, ladrão e intermediário". O que impressiona é que alguns trechos estão literalmente idênticos, inclusive nos pontos e vírgulas.

A visão do Marconi sobre o fato está aqui. Já estou divulgando o acontecido a algumas pessoas. Afinal, combater o plágio não deixar de ser nobilíssima tarefa.

Gabs
2:46 PM

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